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MPF Recomenda: Provas do Enem apenas em Salas com Conforto Térmico Adequado

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendação ao Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sugerindo que, nas próximas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerem as condições térmicas nos locais de aplicação das provas. A recomendação visa à escolha de ambientes com ar-condicionado e condições de conforto térmico, conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Foto: Canva

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Destaques:

  • Recomendação do MPF ao Inep sobre o conforto térmico em locais de aplicação do Enem
  • Procuradora da República Mariane Mello enfatiza prejuízos a candidatos devido a condições desfavoráveis
  • Inep deve se pronunciar sobre a recomendação nos próximos 20 dias

A procuradora da República Mariane Mello, acompanhando o caso, expressou preocupação com os candidatos submetidos a salas sem refrigeração e altas temperaturas durante o Enem. Essas condições desiguais podem ter impactado negativamente o desempenho desses estudantes em comparação com os demais, gerando um possível prejuízo.

A recomendação se baseia em investigação do MPF para identificar possíveis violações do princípio constitucional da isonomia em relação aos participantes que fizeram o exame na Universidade Salgado de Oliveira, em Goiânia (GO). A apuração identificou que, em diversos locais de realização das provas pelo país, a sensação térmica ultrapassou 40ºC, extrapolando os limites de conforto térmico recomendados.

Com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando a continuidade de ondas de calor nos próximos anos, especialmente em novembro, época das provas do Enem, o Inep deve se posicionar em até 20 dias sobre o acatamento da recomendação do MPF.

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MPF: O Clima Muda o Desempenho dos Estudantes

A princípio, o ambiente escolar se apresenta como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento educacional dos estudantes, mas um aspecto muitas vezes subestimado é a influência do clima acima de tudo nesse contexto. As condições atmosféricas, como temperatura, umidade e até mesmo a incidência de luz solar, exercem um papel significativo no rendimento acadêmico dos alunos.

Para compreender melhor essa relação, é importante analisar como o conforto térmico e outros fatores climáticos impactam diretamente o processo de aprendizado. Um dos fatores antes de mais nada cruciais é o conforto térmico. Estudantes expostos a altas temperaturas, às vezes pela falta de climatização adequada nas salas de aula ou por ondas de calor intensas, podem enfrentar dificuldades na concentração.

Há Comprovação Científica

Ainda assim, mesmo que sejam necessárias intervenções, como pausas mais frequentes em dias de calor intenso, é importante destacar que o clima pode afetar diretamente o desempenho cognitivo dos estudantes. A exposição prolongada a altas temperaturas, apesar de ser um desafio, pode resultar em fadiga mental, dificultando a capacidade de raciocínio e a resolução de problemas.

Principalmente, estratégias voltadas para adaptação do ambiente escolar são fundamentais para lidar com essa influência do clima. A climatização adequada das salas de aula, a fim de que o ambiente proporcione conforto térmico, é um dos aspectos a serem considerados.

Diante desses impactos, como resultado, torna-se essencial que as instituições de ensino se atentem a isso. Devem adotar medidas que visem à melhoria do conforto térmico e ao bem-estar emocional dos alunos. Adotar medidas desde já que promovam um ambiente propício ao aprendizado contribui significativamente para um desenvolvimento intelectual mais eficaz e, acima de tudo, para o sucesso acadêmico.

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